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25 janeiro 2011

Mercado de trabalho cresceu 25,7% em 2010, diz pesquisa

Somente em dezembro, foram criados 1.457 postos de trabalho, o que representa alta de 9,79%, frente ao mesmo mês de 2009.

O mercado de trabalho fechou 2010 com crescimento de 25,66%, na comparação com 2009. Segundo um estudo realizado pela Ricardo Xavier Recursos Humanos, no ano passado, foram contabilizadas 27.073 vagas, contra 21.543 em 2009.

Somente em dezembro, foram criados 1.457 postos de trabalho, o que representa alta de 9,79%, na comparação com o último mês do ano anterior. Já no confronto com novembro, houve queda de 32,67%.
“A diminuição na abertura de vagas para executivos em dezembro [em relação a novembro] é algo natural. O aumento do número total de vagas para executivos em dezembro em relação a 2009 foi muito positivo e já sinaliza que 2011 deve ser ainda mais aquecido, com a abertura de oportunidades nos mais variados setores”, explica o presidente da Ricardo Xavier, Hélio Terra.

Áreas que mais contrataram
Em relação às áreas que mais contrataram em dezembro, o destaque foi a comercial, responsável por 10,3% do total de posições. Em seguida, aparecem engenharia, com 9,8%, e recursos humanos (7,1%). Os outros segmentos que também se destacaram foram industrial (6,9%), de tecnologia da informação (5,1%) e administrativo (4,8%).

Os dados indicam ainda que, em dezembro, assim como aconteceu nos meses anteriores, os engenheiros permaneceram na liderança dos profissionais mais procurados no mercado de trabalho, com 22,8% do total das vagas, conforme o ranking abaixo:
Profissões
Graduação / Vagas
Engenharia  22,8%
Administração 10,72%
Ciências Contábeis  5,77%
Economia  3,1%
Propaganda/Publicidade e Marketing  2,83%
Tecnologia da Informação  2,18%
Direito  1,31%
Psicologia  1,14%
Química  0,98%
Comércio Exterior  0,65%

Fonte: Ricardo Xavier Recursos Humanos

O que escrever no currículo para atrair o recrutador

Destacar a formação e a experiência profissional é mais eficaz que utilizar chavões como espírito de equipe e foco em resultados
Por Rômulo Martins , www.empregos.com.br.

Na ânsia por fisgar o recrutador, grande parte dos profissionais recorre a expressões que viraram clichês no mundo corporativo. O Linkedin, rede de relacionamento profissional, divulgou recentemente os 10 termos mais utilizados nos perfis dos brasileiros em 2010. São eles: dinâmico, ampla experiência, inovador, motivado, proativo, focado em resultados, empreendedor, trabalho em equipe, multitarefado, valor agregado.

16 dezembro 2010

Quer conquistar mais objetivos em 2011? Especialista dá 11 dicas para atingir metas no próximo ano

Para garantir realizações mais efetivas é necessário algumas condições especiais

Por Roselake Leiros, www.administradores.com.br

Mais um ano está chegando ao fim e em poucos dias 2011 virá. Para receber bem os próximos meses é comum homens e mulheres fazerem promessas, planejarem atividades, estipularem metas e objetivos. No entanto, os dias passam e algumas vezes todo o roteiro criado não é cumprido ou os resultados são atingidos pela metade.


Para a couch e diretora da CrerSerMais – Desenvolvimento Humano, Roselake Leiros, para garantir realizações mais efetivas é necessário algumas condições especiais, e compartilha conosco 11 destas condições na forma de dicas para planejar o novo ano de forma positiva.


Confira:


1- Auto Responsabilidade


Antes de tudo, é necessário parar de responsabilizar o mundo (seu chefe, a empresa, a falta de dinheiro) pela não realização do objetivo assumido, frustração ou insucesso. Quando a responsabilidade é assumida você toma o seu poder de transformar e planejar uma melhor estratégia com mais confiança.


2- Formule seu objetivo no positivo


Não diga "Não quero mais sofrer por amor" por exemplo e sim "Quero ser feliz ou quero encontrar um grande amor". Diga o que quer e não o que não quer. De modo geral as pessoas só sabem ou só falam do que não querem. Pensamentos, falas e ações criam realidade, portanto se você estiver pensando e falando sobre o que não quer é isso que você estará criando.


3- O objetivo precisa ser sustentado por você


Trace objetivos que vão depender de você para a realização. "Quero que meu namorado me ame", por exemplo, não seria sustentado por você e sim por ele. Só formule objetivos sobre os quais é possível agir: o objetivo não é "quero que meu chefe me dê aumento", mas sim, "farei o que for necessário para obter uma promoção".


4- Pense positivo sempre


Às vezes os medos nos invadem, eles são frutos de experiências dolorosas do passado que estamos revivendo a cada dia como se fossem se repetir. Deixe-os no seu tempo, mas reconheça-os, admita-os, avalie-os e faça aprendizados positivos dessas experiências para viver o agora plenamente.


Sempre foque em coisas boas, jamais na tragédia, na dor, no desânimo, na preguiça. Quem foca em coisas ruins, atrai o mesmo para a própria vida. Pensamentos, sentimentos, falas e ações precisam estar alinhados para que as coisas fluam, e você realize. Felicidade constrói felicidade, portanto esteja feliz desde já, como se já estivesse realizado o que você quer.


5- Sonhe


Nunca deixe de sonhar, tudo começa com um bom sonho, sonhe ilimitadamente. As pessoas estão perdendo a capacidade de sonhar. Depois traga os sonhos para a realidade e verifique o que você pode fazer para alcançá-lo. Planeje e vá para a ação, realize e comemore. Depois sonhe mais, planeje, crie ação, realize e comemore, e de novo e de novo. Sucesso para você!


6- Contemple todas as áreas da sua vida


Quando focamos excessivamente uma área tiramos energia de outra, causando desarmonia ao todo, portanto tenha equilíbrio. Estabeleça objetivos para a área familiar, afetiva, profissional, financeira, social e o que mais achar conveniente. Assim seu crescimento será integral, o que trará fluidez para sua vida.


7- Avalie o contexto geral


Pergunte-se: É isso o que eu quero? A realização do meu objetivo afetará negativamente alguém, algo ou algum contexto da minha vida?Avalie antecipadamente o impacto do que você quer e só depois decida o que fazer. Caso haja conflito interno, que você identificará através de um desconforto ao fazer-se estas perguntas, avalie e busque uma negociação consigo mesmo, e se ainda assim o desconforto persistir, reformule seu objetivo para evitar a auto-sabotagem.


8- Faça uma lista


Escreva e faça um painel representativo com frases e figuras com todos os seus sonhos e objetivos. Você pode também criar quadros mentais das suas realizações e se conectar a eles a qualquer momento. Assim a mente capta os estímulos da melhor forma. Fale bastante sobre os sonhos, pois os mesmos precisam ser alimentados para se concretizarem. Essas atitude abre caminhos neurais que auxiliam na conquista dos objetivos tornando-os mais palpáveis.


9- Use todos os sentidos para realizar


Imagine-se na situação já realizada, vendo, ouvindo e sentindo tudo o que acontecerá no momento da realização. Viva isso como se já tivesse chegado lá. Para conquistar os seus objetivos, seus sentidos precisam experimentar a situação desejada para ter a referência de onde você quer chegar.


10- Ouça sua voz interior


Busque sempre ouvir o seu próprio "Eu". Quando você tem convicção do que quer e sabe que isto realmente é bom, os comentários divergentes não abalarão a sua caminhada na direção de seu objetivo.


11- Comemore a realização


A alegria e a gratidão são emoções que validam profundamente o esforço da trajetória e nos motivam para novas e maiores realizações. Celebre e lembre-se: você tem o poder sobre tudo na sua vida. Seja livre, seja você e crie sua própria realidade.


04 dezembro 2010

Dicas de como se comportar quando se fica desempregado

Diversas vezes pensei em, ao me aposentar, ser palestrante. Esse era o momento! Teria que planejara tal atividade. Rapidamente, enxerguei que para obter sucesso nessa atividade precisava escrever um livro, pois me daria muito mais credibilidade.

Por Sonia Jordão

Sempre acreditei que pessoas competentes e com vontade de trabalhar não ficam sem trabalho. Também tenho a certeza que as coisas só podem ser boas para todos os lados envolvidos.

Espero que minha experiência profissional possa ajudar a todos que, por qualquer motivo, venham a passar pela situação de estar fora do mercado de trabalho.

Fui por quatro anos gerente administrativa e comercial de uma indústria de montagem de painéis elétricos em Contagem, Minas Gerais. Um dia, fizemos uma excelente venda, porém o cliente só pagou 50% do que devia. Isso nos causou enormes problemas financeiros. Reunimo-nos para decidir quais medidas tomar. Precisávamos cortar despesas e o setor em que elas eram mais altas era no setor de pessoal. Naquele momento, precisávamos reduzir o pessoal. Após diversas considerações, principalmente, sobre o fato de termos nossa capacidade de industrialização em seu melhor momento e com muitos pedidos, cheguei à conclusão que a pessoa que deveria ser dispensada era eu mesma. Não tive medo disso, pois era o melhor para a empresa.

Estava estruturando a empresa para sair e montar uma filial em Salvador. Implantei a ISO 9001, um departamento de vendas e diversos processos que indicavam que a empresa poderia andar sem minha presença. É claro que, mesmo ganhando bem, tinha certeza que dava lucro para a empresa, porém o maior salário era o meu e ao cortá-lo daria certa folga para a organização naquele momento crítico.

O que fazer agora que estava desempregada? Nem nos meus sonho imaginava que isso iria acontecer... Muitas coisas passaram pela minha cabeça:

- Primeiro, precisava assimilar a idéia e isso teria que ser rápido.

- Depois, saber o que tinha que pagar. Eram diversos compromissos financeiros: duas filhas na faculdade; eu fazia MBA, por conta própria, no IBMEC; pagava as prestações do carro e do apartamento; e ajudava os meus pais. Enfim as despesas eram grandes e teria que cuidar de tudo sozinha.

- Estudei minha situação financeira para ver como cumprir com os compromissos. Não tinha carteira assinada, portanto nada de FGTS. Meu acerto com a empresa foi realizado com pagamentos parcelados. Sem falar que boa parte de meu pagamento era comissão.

- Teria que planejar o que fazer naquele momento.

- Era preciso me estruturar emocionalmente para ficar um tempo em casa. Tinha mais de 40 anos e sabia que a idade dificultaria minha contratação por outras empresas.

Então, fiz o seguinte:

Tinha consciência que ficar em casa sem fazer nada iria, com certeza, abaixar meu moral e aumentar minhas preocupações. Precisava urgentemente ter alguma atividade para o período sem emprego.

Diversas vezes pensei em, ao me aposentar, ser palestrante. Esse era o momento! Teria que planejara tal atividade. Rapidamente, enxerguei que para obter sucesso nessa atividade precisava escrever um livro, pois me daria muito mais credibilidade.

Assim, durante dois meses procurei algumas pessoas que poderiam me ajudar a me recolocar no mercado e escrevi um livro. Foi uma experiência fantástica: li livros novos, reli outros que achava importante e realizei pesquisas na internet e em bibliotecas. Enfim, quando percebi estava com um novo emprego e há dois meses trabalhava uma média de 16 horas por dia, de domingo a domingo, escrevendo o livro.

Deixo as seguintes dicas:

- Primeiro, não se deixe abater pelo desespero. As empresas não querem saber que você precisa delas, mas sim o que você pode fazer por elas.

- Saiba que empresas que só empregam pessoas que precisam de trabalho, aqueles coitadinhos, não pagam o que valem. Empresas, que querem profissionais competentes e que pagam o que eles merecem, buscam, no mercado, profissionais que podem ajudá-las a crescer.

- Jack Welch, ex CEO da GE e considerado o maior executivo do século passado, diz que 10 % dos profissionais nas organizações estão prontos para serem mandados embora. Então, se você foi dispensado porque a empresa precisava diminuir o número de colaboradores, em algum momento de crise, provavelmente, fazia parte dos 10%. As estrelas, aquelas que ajudam a empresa a ir para frente, mesmo em momentos de crise, ficam. Analise onde errou. Veja como agia nos últimos tempos em seu trabalho. Aprenda com seu erro!

- Organizações precisam dar lucro e, portanto não podem ficar olhando o que você fez no passado, ver quais são seus resultados no momento.

- Monte uma estratégia para passar pelo processo de seleção. O que mais tira pessoas de vagas em que, com certeza, poderiam ter sucesso não é o conhecimento, mas sim o lado psicológico. Evite ser um derrotado. Mostre que você aprendeu e cresceu profissionalmente com seus erros. Seja um otimista e não um pessimista. Mostre o que pode fazer de bom pela empresa.

- Converse com ex-colegas e ex-chefes, descubra onde errou e mude para melhor. Dizem que “pau que nasce torto morre torto”. Já que você não é pau, mude. Só não erra aquele que nada faz!

- Coloque o poder de seu subconsciente para trabalhar a seu favor. Imagine como deve ser seu emprego ideal. Peça tudo que achar importante. Acredite, você merece! Só não peça pensando somente em você, porque negócios bons para um lado só, acabam.

- Não fique lamentando o que já passou, senão não vai enxergar as novas oportunidades que aparecerão.

- Peça ajuda. Procure as pessoas que você acha que pode te ajudar e ofereça trabalho. Mas tome cuidado porque ninguém irá te indicar se não confia em você.

E tenha sucesso!

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.

Sites: www.soniajordao.com.br, www.tecernegocios.com.br, www.umnovoprofissional.com.br, www.tecerlideranca.com.br, www.editoratecer.com.br.

e-mail: contato@soniajordao.com.br

Blog: http://soniajordao.blogspot.com

Aconselhamento de carreira retém mulheres em empresas, diz pesquisa

Dados mostram ainda elas dão nota 5,3, em uma escala de zero a dez, ao quadro de benefícios de suas empresas atuais

Por Flávia Furlan Nunes, InfoMoney

O aconselhamento de carreira é o principal fator que retém uma mulher na empresa. Em pesquisa realizada pela Sophia Mind, 63% das 465 entrevistadas deram essa resposta.

Porém, os demais lugares na lista do que retém as mulheres são ocupados por itens diferenciados. Entre as que não têm filhos, 59% ainda citaram plano definido de cargos e salário, enquanto 50% disseram stock option (opções em ações) e 47%, ter prioridade no recrutamento interno.

Entre as mamães, sala de aleitamento (54%), berçário (50%), programas sociais e ambientais (49%) e a possibilidade de trabalhar em casa (41%) são os itens considerados para ficar em uma empresa.

Quando analisado o quadro de benefícios concedidos pelas empresas em que trabalham, a média da nota – que variava de zero a dez – foi de 5,3. Apenas 7% das mulheres deram nota nove ou dez às suas empresas, enquanto 10% deram nota zero ou um.

Desejo x realidade

Questionadas sobre quais benefícios desejam em suas empresas, 93% das mulheres responderam bolsa de estudos, sendo que apenas 22% delas contam com isso.

Além disso, 86% delas gostariam de ter horário flexível, o que só é privilégio de 37% delas, e 75% queriam ter auxílio para a educação dos filhos, o que 11% têm.

Outro dado mostrou que 72% das mulheres pesquisadas valorizam programas de prevenção a doenças e que eles só ocorrem para 39% das entrevistadas.

Liderança
A pesquisa questionou ainda às mulheres se elas preferem uma chefia feminina ou masculina. O resultado mostrou que 69% delas não fazem essa distinção, embora reconheçam diferenças na gestão.

Elas avaliam que as mulheres são mais sensíveis, melhores nas relações pessoais e priorizam o trabalho em equipe. Além disso, 66% responderam que, se uma mulher ocupasse o maior cargo da empresa em que trabalham, brigariam mais pela qualidade de vida, benefícios e direitos.

O estudo foi realizado em setembro com mulheres de 25 a 50 anos e nível superior completo, funcionárias do setor público ou privado de todo o Brasil.

25 novembro 2010

Ética é a palavra de ordem na política e também nos negócios

Quando contratamos um fornecedor que causa danos ao meio ambiente ou não respeita seus funcionários, tornamo-nos corresponsáveis ou, melhor dizendo, cúmplices dessa história

Fonte:Por Denis Mello, www.administradores.com.br


"Como ir bem em um país que vai mal?" Esta pergunta abriu a palestra realizada, em novembro do ano passado, pelo presidente do Banco Santander, Fábio Barbosa, que acabei de assistir no You Tube.
Apesar de liderar a terceira maior instituição financeira privada do Brasil, a participação de Barbosa não foi centrada em ativos e commodities financeiros e sim na responsabilidade social que todos, inclusive as empresas, têm na construção do nosso País. Ao fazê-la, ele quis provocar a plateia, pois, apesar dos bons ventos que sopram a nossa economia nos últimos anos, ainda há um vendaval de problemas sociais que varre boa parte da sociedade brasileira.
Do ponto de vista empresarial, ele enfatiza que a busca pelos resultados deve centrar-se na Ética, pois, quando contratamos um fornecedor que causa danos ao meio ambiente ou não respeita seus funcionários, tornamo-nos corresponsáveis ou, melhor dizendo, cúmplices dessa história.
A fala de Fábio Barbosa vem ao encontro dos valores que há tempos defendo, no que tange à gestão empresarial e às chamadas boas práticas corporativas, como bem aponta a advogada Maria do Carmo Whitaker "A credibilidade de uma instituição é o reflexo da prática efetiva de valores como integridade, honestidade, transparência, qualidade do produto, eficiência do serviço, respeito ao consumidor, entre outros".
Afinal, o que podemos entender por ética empresarial? De maneira simplista, seria a forma de "ser e proceder" de uma empresa. A implantação da ética corporativa resulta no engajamento das pessoas com a organização e no orgulho de pertencerem ao quadro da empresa. É fundamental que exista o sentimento de admiração para se estabelecer identificação com a causa. Portanto, a ética empresarial retrata a cultura organizacional. Ética implica responsabilidade e comprometimento e, como tal, incomoda os que querem ganhar a qualquer custo, mesmo que todos os demais saiam perdedores.
O que falta à realidade empresarial é a presença de um modelo de gestão ética que dê um norte às organizações, como a exata compreensão de que competência para resultados não é fruto de comando autoritário e ações reativas. Competitividade traduz-se, infelizmente, em estímulo para vencer, a qualquer preço, mesmo passando por cima da dignidade. A competição predatória é alimentada o tempo todo, sem até mesmo ser percebida - este é o grande paradoxo e a contradição nos discursos motivacionais das empresas. Um modelo de gestão ética começa por uma profunda revisão na cultura corporativa.
A corporação do "ser" cada vez ganha mais espaço. Algumas ferramentas ou recursos corporativos podem ser usados no dia a dia para estimular a ética organizacional, pessoalmente recomendo e reforço a cultura do diálogo: comunicação e relacionamento são duas áreas que devem ser consideradas estrategicamente, pois são fatores éticos de sobrevivência organizacional.
Exatamente, sobrevivência. Esta nova postura que estabelece um comportamento ético em todas as esferas da organização é cada vez mais presente no ambiente corporativo. Empresas e governos têm exigido selos e certificações que apontam bom manejo ambiental, ações sociais responsáveis como classificatórios e eliminatórios em processos de licitação ou concorrência. Ou seja: Ética é a palavra de ordem na política, na sociedade e também nas empresas. Como diz o jurista Fábio Konder Comparato "Já é hora de voltar a ver a floresta e não apenas enxergar as diferentes árvores que a compõem".

18 novembro 2010

Veja dez áreas em que faltam profissionais

O aquecimento da economia, a exigência de qualificações ou até mesmo a falta de profissionais no mercado fazem com que empregadores tenham dificuldade para preencher vagas muitas vezes consideradas estratégicas, afirmam especialistas. Após consultar empresas das áreas de recursos humanos e sites de currículos, o G1 lista dez dos cargos mais difíceis de serem preenchidos atualmente no mercado brasileiro.

As empresas citaram as funções e áreas que, neste ano, marcaram pela escassez de profissionais adequados. Algumas vagas acabaram nem sendo preenchidas ou os empregadores precisaram abrir mão de alguma exigência para fechar o posto, afirmam os especialistas. Outro motivo apontado pelos recrutadores para esses casos é que, com a economia aquecida, muitas empresas procuraram segurar os funcionários, cobrindo eventuais ofertas.

10 CARGOS DE DIFÍCIL PREENCHIMENTO

Analista ou coordenador contábil com inglês fluente

Analista ou coordenador contábil com inglês fluente
"Faz uns três anos que estamos com dificuldade nessa área por conta da escassez de profissionais. Quando o Brasil era uma economia de inflação, o setor de contabilidade não era estratégico, e sim operacional. Com o crescimento do país, todas as funções dentro de uma empresa ficaram mais complexas. Mas como a área era operacional, o público perdeu interesse", diz Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo DMRH. Ela diz que, como a função tornou-se estratégica, há a necessidade de inglês fluente.

Consultor SAP

Consultor SAP com inglês fluente e experiência
Profissional da área de Tecnologia da Informação (TI) que saiba trabalhar e fazer personalizações no programa SAP, usado por empresas para a gestão de negócios. "Precisamos de profissionais com inglês fluente porque o sistema é integrado fora do Brasil e, às vezes, é preciso dar suporte para o exterior", afirma Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo DMRH.

Profissionais da área de TI

Profissionais da área de Tecnologia da Informação (TI)
O diretor da Trabalhando.com.br, Renato Grinberg, disse que, além de difíceis de encontrar, os profissionais da área também pedem salários muito altos para sair das empresas onde já estão, pois recebem contraproposta para ficar. De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, a área de TI já vem sinalizando falta de profissionais qualificados desde o início desta década.

Profissionais da área de vendas

Profissionais da área de vendas e teleatendimento
Levantamento feito com 187 empresas pela Curriculum.com.br para o G1 mostrou que, além das áreas de TI e engenharia, o setor de vendas também apresenta dificuldades para achar profissionais em 2010. De acordo com Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum, não está fácil encontrar um bom vendedor. Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br, disse que a área comercial está com forte demanda por conta do crescimento da economia, que exige profissionais do setor. Segundo a Catho Online, vendas e teleatendimento têm, ainda, alta rotatividade.

Coordenador de medicina e segurança do trabalho para o varejo

Coordenador de medicina e
segurança do trabalho para o varejo

"A área costuma ser bem forte em indústrias, mas quando o varejo exige a mesma função, é difícil encontrar profissionais que se encaixem no ritmo", Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo DMRH. De acordo com ela, o volume de pessoas e o estilo do varejo não são os mesmos que os da indústria e não é fácil achar profissionais adequados.

Engenheiros

Engenheiros
O mercado precisa de engenheiros em geral, mas especialistas ouvidos pelo G1 ressaltam escassez maior nas áreas de infraestrutura, projetos e civil. "O Brasil está crescendo e precisamos de profissionais especialistas em obras de grande porte, como rodovias, hidrelétricas e saneamento. Não tem gente preparada para fazer isso", diz Fátima Brandão, gerente do Foco RH.

Profissionais da área médica

Médicos
De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, tem sido difícil encontrar médicos para vagas em diversas especialidades, segundo percepção do site. Cabral diz que faltam profissionais com qualificações e formações específicas.

Secretária

Secretárias
De acordo com Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br, as mulheres têm perdido o interesse pelo cargo de secretária. "Não tem candidatas jovens", afirma. Segundo ele, algumas empresas até preenchem a vaga de secretária com outros profissionais. O especialista explica, porém, que, quando a empresa começa a crescer, sente a necessidade de um profissional formado na área de secretariado.

Profissionais da área de mineração

Profissionais da área de mineração
De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, foi notada dificuldade no site para encontrar profissionais da área em geral, desde operacional e técnica a engenheiros e executivos. Segundo Cabral, a mineração pede profissionais com formação e qualificações muito específicas. Ele também ressalta que o setor trabalha muito com a indicação de funcionários.

Profissionais da área petroquímica

Profissionais da área petroquímica e de energia
De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, a área petroquímica pede formação bastante específica e nem sempre há profissionais disponíveis e qualificados no mercado. No ramo de energia, o problema se repete. "Com os avanços tecnológicos e o aumento da demanda, é cada vez mais escasso o número de profissionais qualificados e prontos para atuar nesse setor."



Fonte: G1.com

11 novembro 2010

VIVER OU JUNTAR DINHEIRO ?

Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários. Como esta que recebi recentemente.
Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse
simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais.
E assim por diante.
Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei.
Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária. É claro que não tenho este dinheiro.
Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.


Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.


"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.
Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO"

Que tal um cafezinho?


(MAX GEHRINGER
)


21 setembro 2010

O dilema entre o conhecimento formal e o conhecimento informal

Este artigo apresenta as características do conhecimento formal e informal das empresas, bem como suas vantagens. Além disso irá confrontar a importância de cada um para as organizações e a relevância no qual cada um atua nas organizações.

Por
Marcelo Ribeiro Lobo

Angeloni (2005), denomina o compartilhamento informal como uma prática de transferência de conhecimento a partir de momentos em que as pessoas: trocam idéias; solicitam ajuda para resolver algum problema; encontram-se casualmente; abortam assuntos locais e pedem ou dão retorno para outras pessoas sobre o desenvolvimento de uma atividade realizada. Neste tipo de compartilhamento não há um objetivo específico para que ele ocorra, portanto acontece de forma natural e espontânea.
O compartilhamento formal tem uma intenção clara do seu objetivo e é formatado e estruturado pela organização, ou seja, toda estratégia de transferência de conhecimento é desenvolvida pela empresa, assim os sujeitos envolvidos nesse compartilhamento não têm domínio sobre o processo de compartilhamento. A forma mais comum de compartilhamento formal é o treinamento desenvolvido e aplicado pela organização.
O treinamento além de ser dispendioso, não tem o reconhecimento de grande parte dos empregados devido a não disponibilidade deste tipo de processo para as pessoas que fazem parte do processo produtivo, ou seja, aqueles que tem o contato direto com o cliente ou com o meio produtivo. Além disto, as pessoas que participam deste meio de compartilhamento, não se identificam com os métodos aplicados e com a forma como é transferido o conhecimento. Stewart (2002, p. 358), corrobora para a afirmação quando da seguinte forma:
o treinamento em sala de aula tem o seu lugar: muito pequeno. Ele é ineficiente: metade dos participantes continua liga no "trabalho de verdade" e a outra metade fica tão aliviada por afastar-se do "trabalho de verdade" que de fato desliga-se totalmente do treinamento; além disso, metade dos participantes já sabe metade do que está sendo ensinado; a outra metade nunca precisará saber mais do que a metade de tudo aquilo – e isso nunca antes de terem esquecido a metade do que de fato lhes será útil.
Fica evidente na citação de Stewart que os meios informais de transferência de conhecimento tem maior visibilidade no que se refere a maior motivação do funcionário para a retenção do conhecimento disseminado. Outro ponto importante é o benefício da maior interação social das pessoas que compõe a organização, que faz com que haja uma troca de informação e apoio entre pessoas que são separadas, ou pelo meio social, ou por pertencerem a departamentos diferentes, surgindo uma sinergia que abranja toda organização.
O aprendizado em ação - ou seja, aprender fazendo – tem varias vantagens. Primeiro, funciona. Segundo, enquanto aprendem, as pessoas estão realmente trabalhando para a empresa, que recebe retorno imediato sobre seus investimentos. Terceiro, e talvez mais importante, o aprendizado em ação constrói redes sociais.
Davenport (2001), ressalta que existem poucos meios de compartilhamento puramente formais ou informais, no entanto eles diferem nos seguintes aspectos:
1) As pessoas escolhendo o que desejam e o que precisam apreender, fazem com que a transferência de conhecimento seja direcionada para suas reais necessidades. No treinamento formal a importância da aprendizagem variará entre os participantes, de acordo com a necessidade de cada um dos indivíduos e isso terá impacto direto na absorção do conhecimento.
2) Na aprendizagem formal, há a construção do conhecimento de forma crescente, o que amplia a compreensão. O conteúdo apresentado na aprendizagem formal pode ser novo para algumas pessoas e/ou vice-versa, tornando a transferência heterogênea.
3) As pessoas na aprendizagem formal, definem os meios de compartilhamento e exercitam a pró-atividade na obtenção do conhecimento. Os meios formais têm menor flexibilidade e adaptabilidade.
4) O aprendizado informal pode ser aplicado imediatamente. O treinamento formal não ocorre nos locais de trabalho, o que impossibilita a prática imediata do conhecimento adquirido.
A partir do compartilhamento formal, a organização pode de forma rápida e maciça despejar conhecimento sobre os aprendizes, no entanto esse método de compartilhamento é deficiente devido à imposição e não participação no processo de transferência do conhecimento, reprimindo a capacidade de criação e inovação da organização.
Apesar dos pontos negativos abordados, Davenport (2001), diz que o treinamento formal tem grande valia quando: é necessário transmitir o conhecimento de forma maciça, que demandem atenção concentrada para seu entendimento; é preciso que o assunto abordado tenha valor holístico e não referente à determinada área; há uma necessidade de desenvolvimento de um grande número de pessoas por uma mesma habilidade ou conhecimento; e se for preciso utilizar modelos ou conceitos abstratos que não sejam aplicados de imediato no local de trabalho.
Além disso, Angeloni (2005), diz que ambos os métodos tem sua importância, mas é fundamental que a empresa não fique refém de conversas casuais para que o conhecimento organizacional seja disseminado. É preciso estabelecer uma estratégia de compartilhamento formal e informal, direcionadas com os objetivos e metas organizacionais.
Marcelo Ribeiro Lobo é Administrador, Especialista em Gestão de Recursos Humanos - UFF. Atua como professor do SENAI/FIRJAN, palestrante na área de T&D e Gestão do Conhecimento.

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